domingo, 3 de maio de 2009
Samson Flexor, um poema
quinta-feira, 30 de abril de 2009
horas são
quarta-feira, 29 de abril de 2009
iluminuras
"veermer"; fotografia da série "a vila"; R.M., Londrina, 1997
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[R.M.]
Anamnemosine
Infância
"Infância"; R.M.; xilogravura, 1997
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de onde vêm as palavras?
As palavras vêm da sopa.
As palavras vêm dos sons que ouvimos quando estamos com os nossos amigos.
Há palavras quentinhas, acabadinhas de sair do forno.
Se a caneta não escrever, as palavras saem pelas mãos.
As palavras vêm da lua de Inverno.
As palavras são muito tímidas e quando querem sair de casa, vão pela chaminé.
As palavras vêm do coração.
As palavras vêm da palavra “palavra”.
As palavras vêm do fogo, quando o acendemos, as palavras queimam-se e saem, iluminadas.
É da imaginação que vêm as melhores palavras.
Se fosse uma prenda com palavras más, eu não a abria.
As palavras vêm de Homero porque os poetas têm muita sabedoria.
As palavras vêm nas nuvens brancas.
Quando dizemos a palavra errada ela desaparece.
Ana, Ana Rita, João L., João R., Carina, Adriana, Pedro, Alexandre, Inês
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http://arliquidotres.blogspot.com/2008/01/clube-da-imaginao-de-onde-vm-as.html
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"Crianças"; Raul Motta; xilogravura, 1997
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
um dia
terça-feira, 17 de março de 2009
uns e outros haicais
Nestes inícios, não tinha a preocupação de respeitar a tradição da divisão do poema em versos de 5, 7 e 5 sílabas, mas procurava escrever a partir de experiências vivenciadas, o que contemplava duas outras regras clássicas: referir-se a um evento particular e apresentar tal evento como “acontecendo agora”, e não no passado. Mais recentemente me propus a escrever respeitando a metrificação clássica e, acredito, este exercício tem resultado em poemas que julgo mais consistentes. Estes últimos estão aqui publicados a seguir, intitulados uns; os mais antigos são os outros.
Para os leitores que tiverem curiosidade em saber mais sobre os haicais, indico duas fontes na internet:
Caqui – Revista Brasileira de Haicai
http://www.kakinet.com/

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Terra redonda
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Logo ali, o mar.
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A alma - lama
nas águas de janeiro
me lavo - leve.
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Da chuva que cai
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Meu coração

desenho: Mônica Sartori; "Sinuosidades" [ * ]
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outros
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Cadeiras de plástico:
na de madeira, solitária,
o gato.
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Rugas que contam histórias -
quanta beleza no teu rosto,
mulher!
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Quarto vazio:
minha companhia
lhe agrada?
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É apenas uma mulher
mas já não vejo
floresárvores.
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Vestida de azul
ela cruza as pernas e abre um livro.
[A beleza é uma coisa simples]
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Nem o sol do meio-dia
desfaz a névoa
do meu coração!
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Branca borboleta
me aponta o vermelho
em meio o verde.
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Presente dado
a quem está ausente:
dela me lembro.
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Uma árvore... e ninguém por perto!
Por quê não?
Infância perdida...
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À beira do riacho
penso mergulhar em sua corrente
minha memória pesada.
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Triste a cabeça
repleta de pensamentos:
peneira fina.
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A luz
se acende
depois do happy end.
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No topo da montanha,
a surpresa:
ainda falta para o céu!
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O buda
sob a lâmpada:
duplamente iluminado.
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noitevaranda
enquanto estrelas
mimetizam pirilampos.
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Teu silêncio -
morno - e o mar
em torno.
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[R.M.]
[ * ] Mônica Sartori é representada pela Galeria Anna Maria Niemeyer
http://www.annamarianiemeyer.com.br/
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