segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
leve me
outrossim
o outro é
em si mesmo
sim e não
o mesmo outro que eu
não ouve não sente não vê não fala
nada que a mim mesmo não me toque ou escape
o outro não é
refaz-se em mim
desfaz-se em nós
não sendo enfim o mesmo jamais
será sempre um outro
sim
mesmo enquanto eu puder vê-lo
como me vejo a mim
mesmo
+
imagem
Michelangelo Pistoletto: Divisione e Moltiplicazione dello specchio, 1978
domingo, 26 de junho de 2011
com tato
à beira-mar
Quantas vezes já havia passado pelo monumento a Estácio de Sá, próximo à enseada de Botafogo, sem me tocar de que em seu subsolo existe um espaço cultural...
Pois ontem, quando fazia uma caminhada pela orla, me chamou a atenção um casal que parecia emergir magicamente do chão... Só então pude ver a rampa e a escada que conduzem ao Centro de Visitantes do Monumento Estácio de Sá. Vencidos os degraus de pedra, me surpreendi com a existência de um espaço pequeno, porém aconchegante, que no momento abriga uma exposição coletiva que põe em diálogo trabalhos de fotógrafos e poetas.
Uma pena não ter podido ficar para a performance que seria apresentada pouco depois, ao ar livre, na parte superior do monumento; mas já estou me programando pra retornar num próximo final de semana.
Compartilho aqui com os leitores do há palavra um dos poemas, de autoria do Cairo Trindade, que na exposição dialoga com fotografia de Carolina Pinheiro:
nada mais dura
tudo é pressa pura
tudo se acaba
e se perde:
as pedras, os prédios, impérios
tudo que perdura
são as nuvens
o arco-íris e os vagalumes
das noites de primavera
o mais é literatura
quinta-feira, 23 de junho de 2011
maisvaliapoesia
sábado, 18 de junho de 2011
confluência[s]: Clarice Villac

manhãzinha branca
densa neblina na serra -
as matas respiram...
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hai cai
Clarice Villac
http://claricevillac.blogspot.com/
+
foto
R.M.
[da série "da varanda"; Teresópolis, 2008]
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confluência[s]: produções distintas e antes distantes no tempo e no espaço, postas face a face no espaço-tempo.
"Eu não acredito em influências, acredito em confluências."
Mário Quintana [1906-1994]
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domingo, 29 de maio de 2011
lê

serelepe
livro se lê
de-va-gar
livro se lê
obrigado
livro se lê
fissurado
livro se lê
entrelinhas
livro se lê
em quadrinhos
livro se lê
só por ler
livro se lê
tudo a ver
livro se lê
de ficante
livro se lê
em romance
livro se lê
tô à toa
livro se lê
pra aprender
livro se lê
de orelha
livro se lê
cabo a rabo
livro se lê
na escola
livro se lê
onde rola
livro se lê
em libras
livro se lê
em braile
livro se lê
de papel
livro se lê
no iPad
livro se lê
poesia
livro se lê
todo prosa
livro se lê
tô sozinho
livro se lê
na pracinha
livro se lê
pra ninar
livro se lê
pra pensar
livro se lê
antes tarde
livro se lê
do que nunca
livro se lê
adoidado
livro se lê
que me acabo!
.
[R.M.]
+
Alexander Calder [1898 - 1976]; Balloons, lithograph, 111.8 cm x 91.4 cm; c. 1960
sábado, 21 de maio de 2011
palavrimagem
Mas o cara ou a guria que está espalhando essa frases de alta condensação e impacto político-poético pelo centro do Rio, segundo meu ponto de vista, está trazendo de volta para o graffiti o espírito punk e libertário, socialmente explosivo, que lhe deu origem.
E tudo isso apenas [?] com a força da ressonância da palavra.
Se alguém souber o nome do[a] artista, me avise!
terça-feira, 3 de maio de 2011
Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões
e de procurar, receber e transmitir informações e idéias
por quaisquer meios, independentemente de fronteiras."

graffiti maio de 68
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