segunda-feira, 9 de julho de 2012

E[M/N]CARNE

"E[M/N]CARNE"; projeto para lambe-lambe


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microconto dois



Viu. Lentamente.



[rm]

sábado, 30 de junho de 2012

3/4 concretos

"AR[AR]"; RM; junho, 2012

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"LOVEOVER" / versão II; RM; junho, 2012

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"LOVEOVER" / versão III; RM; junho, 2012

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"amor-tecido" / versão II; RM; junho, 2012

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um microconto

 
Breve

Todos os caminhos levam. Adeus.




[r.m.]

quarta-feira, 27 de junho de 2012

eros e tânatos

chama

ainda que tarde
ainda arde
ainda ar
ainda







crônico

a morte
em sua infinita paciência
acompanha curiosa
os avanços da ciência





[r.m.]
imagem
crédito desconhecido

quarta-feira, 13 de junho de 2012

três de uma vez



vasto mundo

a vida em si não ensina
nossa senda
nossa sina



humanifesto

em tempos de Rio+20...

contra a devastação
da paisagem
íntima




lo siento

que chip que nada
memória vivida
na pele gravada






[r.m.]

+

imagens
Raul Motta; três desenhos sem título; nanquim a pincel sobre papel [2012]

segunda-feira, 11 de junho de 2012

de mal a melhor




melhor a esmo
que mais do mesmo

melhor desfeito
que prato feito

melhor tentado
que bem pensado

melhor sentido
que sentado

melhor ca
indo
que parado





[r.m.]

+

imagem
Raul Motta; "toda vez que eu dou um passo meu mundo sai do lugar" [*]; grafite sobre papel, s.d. 
[* do verso da música de Siba e a Fuloresta]

segunda-feira, 28 de maio de 2012

tenras




já nascido se apresenta o mundo

a cada abraço
o sonho dos outros
tatua a tua pele

já nascido se apresenta

desde a mais perfeita infância
memórias atávicas brincam no quintal

já nascido

te pegam pela mão
entranhas
coração



[R.M.]

+

imagem
Raul Motta; "Sim, eu sei"; grafite sobre papel, s.d.

sábado, 26 de maio de 2012

A mais-valia não acabou, seu Claudionor



Essa é pra não tocar no rádio...


Letra: Raul Motta e Rui Ruiz


A vida inteira eu andei na contramão
Lutei
Acreditei
No fim da opressão
Mas meus heróis não morreram de overdose
Aceitaram a esclerose
Agora jogam todos o jogo do sistema
Tudo vale a pena quando a alma se apequena

Eles não estão nem aí
Sem limites no poder
Quem sabe faz a hora   
Vale tudo pra vencer

A decadência generalizada
Agora é civil
A esquerda quem diria
Endireitou o Brasil
Vence na vida quem diz sim
300 picaretas é coisa do passado
Bandido bom é bandido aliado

Eles não estão nem aí
Sem limites no poder
Quem sabe faz a hora   
Vale tudo pra vencer

Socialista ou socialite
Onde está a diferença
Ideologia eu quero uma pra vender
Cooptado ou resistir até morrer?
Nunca antes neste país
O poder foi tão feliz
A mentira a um palmo do nariz

Eles não estão nem aí
Sem limites no poder
Quem sabe faz a hora   
Vale tudo pra vencer


+

imagem
Encenação de "A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar", de Oduvaldo Vianna Filho [1936-1974]; Teatro de Arena da Faculdade de Arquitetura da UFRJ; Rio de Janeiro, 1960

domingo, 20 de maio de 2012

Confluências: Clarice Villac




integração -

raízes & escadas...

transmutação -

coração em camadas...



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Poema de 
Clarice Villac
para 
"Figura
gravura em metal [água forte] 
de
Raul Motta



+

Clarice Villac