quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

centro




       minha cidade
      existe
      na rua
      resiste
      à toa
      deleita-se
       em ócio
       troça
         do tédio 
       demora
          no tempo 
        que vive
        e
        fica

         (enquanto a pressa -
       a negócios -
      só passa)



[R.M.]

+

imagem
foto Lídia Costa 

4 comentários:

Eleonora Marino Duarte disse...



a pressa é igual em todas as órbitas de todas as urbes, mas o tempo não tem qualquer pressa e se mantém aquém de nós.


belo retrato, Poeta!


Um beijo.

há palavra disse...

Sim, a pressa é igual... e nos torna todos iguais - e não no bom sentido, igualitário, da palavra...

"Cada um no seu tempo
Cada macaco no seu galho
Devagar com o andor
Senão eu caio..." [ * ]

Abraços, bons caminhos!

[ * ] refrão de cantiga tradicional de origem desconhecida, composta agorinha mesmo... rs...

Clarice Villac disse...

Raul,

uma preciosidade seu livro artesanal !

Desdobra-se em detalhes, são pontos que despertam planos de voo, possibilidades de pensamentos, sugestões,
a Poesia celebra sua excelência nestas Paisagens Ínfimas !
Agradeço a lembrança !

Felicidades, e que venham muitos outros !

há palavra disse...

Grato, Clariceamiga :-)!

Que bom que gostou... Penso em produzir outro em breve, aí também te envio...

Abraços e bons caminhos :-)