domingo, 23 de agosto de 2009

tanto

Haia O.; pintura; s/t; 2008




ferida a alma
do ancestral desejo
à carne segue

abissais
cânticos, orações
desconhecidos bálsamos

a súplica é ser
do amor o mar
submerso em si


.

[R.M.]

10 comentários:

marcia szajnbok disse...

... tenho um carinho todo especial por metáforas marítmas, suas profundezas e movimentos... muito bonito!

betina moraes disse...

raul,

a delicadeza com que você escolhe (recolhe) as imagens para montar o quadro das palavras é o diferencial do "há palavra" para mim, se for buscar oásis para boa leitura.


seus poemas são sutilezas e minúcias.

são para serem guardados.

grande abraço, poeta.

Nydia Bonetti disse...

em nós, submergem vertigens ancestrais... belos: poema e imagem. beijo.

Renata de Aragão Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renata de Aragão Lopes disse...

Belíssima
a última estrofe, Raul!

Um beijão,
doce de lira

Ps: andava sumido!

há palavra disse...

Márcia,
este "ser" largo em horizontes e grande em abismos e, no limite, tocado pelo céu, parece resumir a experiência humana!
Abraços, tudibom nos caminhos...

há palavra disse...

Betina,
tuas palavras possuem um enorme valor para mim.
Grato, grato e grato...

há palavra disse...

Nydia,
quando sentimos não saber mais quem somos, nossa identidade corre o risco de naufragar... Então, o jeito é assumir a responsabilidade e, por vontade própria, mergulhar!
Abraços, tudibom!

há palavra disse...

Olá, Renata!
Pois é, muita coisa acontecendo, nem tudo sendo - daí, o sumiço!
Na última estrofe, tentei uma "torção" pra que o sentido ficasse guardado - e aguardando...
Tudibom nos caminhos!

lírica disse...

...que bonito!