terça-feira, 25 de agosto de 2009

inteiro [ * ]




um corte
no cerne da carne do tempo -

o sentido
escorre como seiva -

pode a dor ser
f[r]esta para os olhos?







Haia O.; pintura; s/t.; 2008

.

[ * ] R.M. para pintura de Haia O.

12 comentários:

marcia szajnbok disse...

bem costurados, o texto e a pintura! há mesmo uma fresta por onde o olho procura - a seiva, o corte, o tempo...

bonito!

Ana Patrocínio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Patrocínio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Patrocínio disse...

Raul você é um gênio da literatura! O meu poeta contemporâneo predileto! Amei. Poema simples e profundo como o cerne da carne.

Adriana Karnal disse...

a dor como fresta para os olhos, sim,pode.E a imagem, linda,conversa com o poema.

Renata de Aragão Lopes disse...

Festa e fresta!
Ambas.

Um beijo,
doce de lira

há palavra disse...

Márcia,
grato pelo olhar e leitura - você, que já escreveu tocada por Cézanne...
Abraços, bons caminhos!

há palavra disse...

Anamiga,
quanta generosidade!
Só lamento que você [ainda] não tenha um blog para que eu possa retribuir os elogios aos teus contos...

há palavra disse...

Adriana,
grato pela visita...
Algumas imagens são como oceanos em que mergulhamos para, no fundo, encontar a nós mesmos...
Benditas projeções!
Abraços, bons caminhos...

há palavra disse...

Renata,
neste fio de dualidade, a gente se equilibra...
Abraços, tudibom!

mariana disse...

olá.

pode postar seu poema inspirado, claro. gostei dele, até mais, por sinal!

eu gosto das coisas por aqui...

abraços,

Marcelo Novaes disse...

Raul,



Feridas são janelas
[ou olhos]. E a dor
pode ser
fresta.






Abraços,







Marcelo.