segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

medula

soma
e sonhos

mãos brandas
não suportam a alma em fogo

ainda assim o lastro -
decantado -
resiste

e
a lava
lenta
transpira dos ossos






[R.M.]

7 comentários:

Alice disse...

Apagando-se o fogo, as mãos... elas continuariam brandas?

Um beijo.

Jéssica do Vale disse...

Faz-se a alma
o fogo da vida!

Mãos; tens de aguentar!

Christiane Valente disse...

As mãos brandas sempre foram quentes. A alma sempre foi Fria, sem fogo, eram as mãos que aqueciam a Alma. Agora a alma pega fogo e a mão está branda. Talvez a mão tenha aquecido muito e a alma tenha esfriado demais, mas transbordou-se, transbordamos, ambos na resistência dos ossos de cada um

Raul Motta disse...

Alice,

"tenho apenas duas mãos / e todo o sentimento do mundo"... - acho que são estes os versos de Drummond...

mãos e coração
em colaboração
não sabem mais
o que ou de quem são

Abraços, bons caminhos e grato pela presença!

Raul Motta disse...

Jéssica,

as mãos suportam
do coração
todo peso
que não se leva
em vão

Abraços, grato pela presença e comentário!

MARIA DA FONTE disse...

Poema muito bonito e interessante... medula...
Abraços

Nota:
gostei muito do blogue, voltarei sempre.

Raul Motta disse...

Maria,

grato pela presença e comentário!

Sinta-se em casa...

Abraço e bons caminhos pra ti!