sábado, 3 de março de 2012

ver[con]tigo

ver
ver a si
ver de fora
pra dentro de dentro
pra fora
é ver apenas
mas
ver-se outro
por outro
por dentro
é olhar e ver-se mais a si
não mais a si mesmo
e
subitamente
ver
ti
gi
no
sa
men
te
tanto é o que se vê
que
ver-se assim
presenteagora
diferente de si
o olho
olha e não vê:

sente






[R.M.]


10 comentários:

Cristiano Marcell disse...

Lindo demais, prezado amigo!

Nicast disse...

às vezes é preciso cegar para sentir. cegou-me esse seu poema.

bom dia

Carina Rocha disse...

Parabéns com a forma como brinca com as palavras.

Jéssica do Vale disse...

Admiro a forma
que fazes a cabeça
dos leitores funcionar.

Lídia Borges disse...

Como uma lupa [vertiginosamente] a revelar a alma.


L.B.

Raul Motta disse...

Cristiano,

grato pela presença, bons caminhos!

Raul Motta disse...

Nicast,

que bela imagem você construiu!

Grato pela presença e comentário,

bons caminhos pra ti...

Raul Motta disse...

Carina,

quanto mais lúdico, mais lúcido...

Abraços, bons caminhos pra ti!

Raul Motta disse...

Jéssica,

bom mesmo é quando leitores como você, com razão e emoção, botam o poema para funcionar!

Abraços, grato pela presença e comentário!

Raul Motta disse...

Lídia,

belíssima imagem!

Grato pelo comentário, bons caminhos pra ti!