domingo, 23 de outubro de 2011

semente II



quero um pedaço de terra
para cultivar
poesia
não necessito de tamanho desmedido
(minha escala é humana
demasiado humana)
apenas um pedaço de terra
onde
o silêncio
da semente
possa ser ouvido



[R.M.]

14 comentários:

Controvento-desinventora disse...

...à poesia nenhuma parte cabe dessa latifundio, mas o silêncio da semente ecoa no universo inteiro, que cabe na palma da mão.

Caminho ótimo esse...

Leonardo B. disse...

[encostamos na terra o ouvido,
e temos da palavra
a sentida raiz,
caminho de semente]

um abraço, Raul

Leonardo B.

Alice disse...

O silêncio da semente é a flor.

Cristiano Marcell disse...

Plantar, cultivar e regar até a nossa última primavera!

Muito bonito, meu caro poeta!

Ana Ribeiro disse...

Que coisa mais linda!!! É sempre um prazer enorme ler você.

Raul Motta disse...

Claudiamiga,

o silêncio, quando profundo, fala...

Abraços, grato pela presença!

Raul Motta disse...

Leonardo,

é desse escutar que cultiva que se fazem sentidas as palavras..

Abraços,

grato pelo comentário!

Raul Motta disse...

Alice,

maravilha de imagem:

silêncio-cor!

Abraços, grato pelo diálogo poético...

Raul Motta disse...

Cristiano,

e deixar de herança essa lavra!

Abraços, grato pela presença...

Raul Motta disse...

Ana,

grato pela presença e palavras...

... e sigamo-nos lendo!

Abraços, bons caminhos...

Clarice Villac disse...

Lindo e precioso poema !

Raul Motta disse...

Clariceamiga,

grato pela preciosa presença!

Abraços, bons caminhos...

Nicast disse...

adoro sementes, mas tbém me falta a terra, qta poesia há no silêncio de uma semente se abrindo, não é mesmo?

te sigo. adorei o poema.

Raul Motta disse...

Nicast,

grato pela presença e comentário!

Já te sigo também, abraços e bons caminhos...