sábado, 29 de outubro de 2011

em quadro [ * ]


para onde quer que eu olhe
levo meu olhar
assim
ainda que este mundo
não seja todo ele meu
assim inteiro
toda parte
do mundo que eu vejo
sou eu
em toda parte
inteiro



[R.M.]




[ * ]
Escrito durante a 1ª aula da oficina de cinema do cineclube Mate com Angu, a quem dedico este poema.

14 comentários:

Andrea de Godoy Neto disse...

Raul, maravilhoso esse poema!
e esse olhar que de parte em parte vê inteiro

um abraço pra ti!

Raul Motta disse...

Andrea,

grato pela leitura e olhar generosos!

Abraços, bons caminhos pra ti...

Júlio Machado disse...

"pra onde quer que se olhe", olha-se em busca de melhorismos; certeza do amanhã...

Abraços poéticos!

sandra camurça disse...

Raul, gostei muito do seu poema!

E que bacana você fazendo oficina de cinema! Já me meti, certa vez, num curso de curta-metragem. Você já sabe que sou metida, né? Me meto em tudo, rs...

Há braços, querido :)

Clarice Villac disse...

"(...)
toda parte
do mundo que eu vejo
sou eu também
em parte
e
inteiro"

Lindo e sugestivo poema,
Raul parceiro
do mundo,
contribuindo com sua parte
para que o mundo seja mais inteiro !

Que muitos horizontes apareçam em seus novos caminhos de aprendizagem e prática cinemovimentária !

Raul Motta disse...

Júlio,

é isso: olharorizontes...

Grato pela presença!

Raul Motta disse...

Sandra,

se expor à novas experiências, experimentar novas linguagens... Coisas que nos fazem bem, bom poder fazer! E depois tudo acaba se juntando, são camadas que conversam...

Abraços!

Raul Motta disse...

Clariceamiga,

gratíssimo pelas palavras generosas de incentivo... A gente na verdade tenta devolver pro mundo o que nos foi originalmente oferecido: vida, né?

Abraços, tudibom pra ti!

Cristiano Marcell disse...

Um pedaço de seu poema é inteiramente lindo! No entanto, a outra, também o é!

Parabéns, caro amigo!

Raul Motta disse...

Boa, Cristiano!

Por um brevíssimo momento, me deixou em suspense...

Abraços, grato pela presença e pela inteligência lúdica do comentário!

André Côrtes disse...

Raul, mais uma vez passo aqui para ouvir o que eu vi
obrigado por colocar em palavras, não sabe o quanto isso tudo me acalma.
saudaçoes companheiro

Raul Motta disse...

André,

assim você me deixa sem palavras...

Abraços inteiros, companheiro!

Mariana Campos disse...

Ah, que ritmo legal e que poema bom de ler.

Me senti contemplada.

Raul Motta disse...

Mariana,

bom quando o leitor tira o poema pra dançar!

Grato pela presença,

bons caminhos...